New York
Entre 1995 e 1996, morei em Nova York. Era jovem, curioso, mergulhado no estudo da fotografia. A cidade era meu laboratório, viva, caótica, generosa em imagens. Caminhava com a câmera em punho, atento a tudo: dos prédios imponentes aos reflexos nas fachadas de vidro, que muitas vezes formavam figuras quase irreais, como fantasmas urbanos. Não busquei uma fidelidade literal nas cores, mas sim ressaltar os tons que trago na memória daquele tempo. Cada foto surgia de um exercício de observação, e aos poucos, a cidade foi me ensinando a fotografar.













